Eu sou a filha mais nova e adotada de uma
família muito tradicional de classe média alta.
Minha mãe sempre sonhou em ter uma filha do
sexo feminino, uma figura totalmente passiva, delicada e toda moldada de rosa,
mas a problemática toda começa na ilusão. Desde nova, me atraio sempre pelo
sentimento das pessoas, pelo afeto e nunca pela beleza física, então me decorei
nessa filosofia de vida, que amor era realmente se apaixonar pelo sentimento,
por tudo de bom que me era dado.
Com o passar do tempo, na minha cabeça, as
mulheres e a sensibilidade de serem mais carinhosas, atenciosas e o meu puro
convívio com homens( tenho dois irmãos) me fizeram ser muito curiosa, e então
que comecei a série rebelde de Larissa Stephanny. Com 12 anos comecei a tentar
descobrir meus sentimentos próprios, minhas vontades, realizar meus desejos,
com consciência clara, apesar da idade não me faltou maturidade, atravessei uma
educação muito rígida que me fez muito madura.
Enfim, fiquei com meninos, e meninos e mais
meninos, mas não entendia nada, não consegui gostar de todos como eu gosto, não
senti minhas vontades com eles, não fui feliz, foi algo forçado, triste e
abusivo pra mim, e me esgotei de tentativas, até que... Bom, eu notei que
tinha muita proximidade com uma amiga, e só de não saber explicar, eu me sentia
mais curiosa e então resolvi pensar sobre, pensar muito sobre, e fui conhecendo
esse lado de muitas amigas, e fui adorando toda problemática e resolução de uma
mulher, sua irritabilidade tão conhecida como TPM (sem rótulos) me deixava
alegre, me deixa até hoje poder agradar, correr atrás de deixar bem, deixar
confortável, ver que no meio de dor existia gratidão... E outras tantas coisas
que eu me estendi a conhecer, ou melhor, perceber.
O inicio de minha vida ao contrário de muitas, se deu em 2013, comecei o ensino médio. Estava decidida, eu seria o que eu quisesse!
Então eu fui cínica, fui amorosa, fui dor, fui paz, eu fui e sou toda minha experiência de vida em três longos anos. Descobri-me de verdade, então resolvi ser grande e me mostrar pra todos o que sou sem medo dos rótulos e nem de nada, eu me relacionarei com mulheres, eu só sou capaz de amar mulheres.
A fase mais difícil da minha vida, mal me sabia que seria tão triste até hoje, mas eu disse a todos da minha família e como esperado não fui bem aceita. Sofri, apanhei, fui vítima de agressões verbais, sofri com rejeição, sofri mais ainda com a culpa de não poder ser o que a minha mãe tanto se iludia, mas com o tempo eu me reconstruí e apesar de toda dificuldade, consegui ver mais amor em mim e me superei mais ainda.
O inicio de minha vida ao contrário de muitas, se deu em 2013, comecei o ensino médio. Estava decidida, eu seria o que eu quisesse!
Então eu fui cínica, fui amorosa, fui dor, fui paz, eu fui e sou toda minha experiência de vida em três longos anos. Descobri-me de verdade, então resolvi ser grande e me mostrar pra todos o que sou sem medo dos rótulos e nem de nada, eu me relacionarei com mulheres, eu só sou capaz de amar mulheres.
A fase mais difícil da minha vida, mal me sabia que seria tão triste até hoje, mas eu disse a todos da minha família e como esperado não fui bem aceita. Sofri, apanhei, fui vítima de agressões verbais, sofri com rejeição, sofri mais ainda com a culpa de não poder ser o que a minha mãe tanto se iludia, mas com o tempo eu me reconstruí e apesar de toda dificuldade, consegui ver mais amor em mim e me superei mais ainda.
Já tive muitos relacionamentos com mulheres,
mas nunca fui correspondida, até que em 2014, após uma fase dura de
conhecimento, eu amei pela primeira vez, meu primeiro amor, a minha certeza de
que tinha trilhado o caminho de felicidade. Fui muito feliz, em um ano eu não
me arrependo de nada, mas acabou, e não, eu não deixei de ter a minha certeza.
Nesse meio termo, convivo com a dificuldade do preconceito, da preocupação religiosa
que limitam a minha felicidade, pois ainda em 2015, conheci a mulher que mais
me marcou em dezoito anos, e até hoje estou a insistir no que acredito: No
sentimento. Eu sou realizada, e acredito que em algum dia, terei a paz de ser
feliz por completa com minha vida, enquanto isso, nos dias atuais, tudo isso e
muito mais me fizeram a Larissa Stephanny que sou.

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